define( 'DISALLOW_FILE_EDIT', true ); Discurso do presidente da Fetcemg – RIOMINASTRANSPOR
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Discurso do presidente da Fetcemg

Senhoras e Senhores transportadores.

Caríssimos integrantes da cadeia produtiva do Transporte Rodoviário de Cargas e em especial nossos patrocinadores, que como nós acreditaram que o Brasil pode ser melhor e investiram na RIOMINASTRANSPOR 2016.

Foi a confiança num futuro melhor dos transportadores do Rio de Janeiro e Minas Gerais com o integral apoio dos patrocinadores que nos permitiu dar inicio aos trabalhos deste encontro e da feira de negócios.

No começo deste ano, como sempre acontece, fizemos uma revisão do planejado para definir se realmente faríamos este evento, ou recuaríamos, considerando o difícil momento que a política e economia brasileira passava. Resolver fazer e não estamos arrependidos. Obrigado Eduardo Rebuzzi pela coragem e apoio para seguirmos juntos, obrigados aos patrocinadores pela confiança e esperamos que as intenções de negócios se concretizem durante nossa feira.

Para este ano foi escolhido o tema Adaptar, Profissionalizar e Evolui, e procuramos dar o exemplo com este encontro. Nós procuramos nos adaptar ao momento fazendo um evento mais barato, sem nenhum desperdício como recomenda a economia, profissionalizando trabalhando com profissionais com larga experiência como a OTM que é precursora na organização de feiras do transporte e evoluir, trazendo para Minas Gerais os companheiros do Rio de Janeiro.

Procuramos também trazer palestrantes de alto nível para junto com os congressistas discutirmos as alternativas para o transporte rodoviário de cargas no Brasil.

A crise política econômica no Brasil ainda não passou, não podemos acreditar que todos os nossos problemas serão resolvidos por um único ato, do presidente Temer ou pela votação do impeachment, mas é claro que temos a sinalização do primeiro passo que é a retomada da credibilidade. Os indicadores do desempenho econômico mostram nítidas melhoras, e para melhorar é preciso passarmos pela definição da presidencia do Brasil.

Se Temer continuar é preciso encaminhar com urgência as propostas de reformas políticas, trabalhista e da previdência dentre outras. Se a Dilma voltar os indicadores voltam para o estágio que ela deixou, com mais recessão desemprego, instabilidade e inflação.

Ao tratarmos destes temas não podemos fugir da ampla discussão, entrando inclusive na ideologia e precisarmos estar dispostos a quebrar paradigmas, como os vulgarmente ditos pela sociedade como direito adquirido, ampla liberdade, hipossuficiente do trabalhador dentro outros. Penso que devemos valorizar o empregador, responsável pela geração de emprego de qualidade, riqueza e impostos necessários aos pagamentos de benefícios sociais para a redução da pobreza.

Se não tivermos grandes empregadores não teremos grandes pagadores de imposto, não existirão servidores públicos bem remunerados e nem recurso para pagamento dos benefícios sociais como o bolsa família que sou a favor e auxilio reclusão com o qual não concordo.

Para construirmos um Brasil melhor é preciso nos posicionar de forma clara, como procuro fazer, consciente da divergência que quando exercida com sabedoria e de forma pacífica é o melhor caminho para encontrar as melhores soluções.

A reforma da previdência é preciso ser debatida com transparência, separando a previdência social da assistência social. Não que podemos abrir mão da assistência, mas para definir de onde virão os recursos para ela? O debate vai clarear o tema para aqueles que defendem a previdência privada como solução. Se tivermos apenas a previdência privada de onde virão os recursos para a assistência social?

É preciso dar incentivo concreto para o trabalhador alongar seu tempo de contribuição, flexibilizando o teto do benefício. Por que devo continuar contribuindo se isto não vai aumentar o valor que receberei? Não é racional. Mas se ao completar 50 anos de contribuição eu puder receber mais que com 35 anos, eu vou querer continuar contribuindo. Se eu contribuir por mais tempo é justo que receba um pouco mais, mesmo porque vou receber por menos tempo.

É hora de colocarmos todos esses temas em debate, conhecer a posição dos candidatos, até mesmo a de vereadores para votarmos nas próximas eleições. É certo que vereador não vota no Congresso, mas influencia os deputados e senadores que votarão as reformas, além de que os vereadores do ano que vem poderão ser os deputados daqui a dois anos.

A reforma politica talvez seja a mais importante, pois são das casas legislativas que saem as leis que deverão ser executadas pelos dirigentes. Discutem muito financiamento de campanha mas não falam no limite de reeleição do Legislativo. Muitos são contra a reeleição para Presidente, e para deputados? Devemos ver com alegria um deputado no oitavo mandato? Precisamos ser políticos sem cargo para construirmos um Brasil melhor.

Estes temas não serão objeto de debate durante nosso encontro, mas não resisti em fazer uma provocação de reflexão aproveitando a presença do seleto público aqui presente.

Para selecionar nossos palestrantes, procuramos trazer aqueles que levassem os empregadores e seus lideres a olharem para dentro da empresa e, neste sentido, teremos ainda hoje a palestra de Max Gehringer, que esperamos com ansiedade.

Como mineiros, não conseguimos deixar de falar de política e para nos falar de como andam os ânimos em Brasília, ouviremos Gerson Camarotti, que vive nos corredores e bastidores das nossas casas políticas.

Na sexta feira, vamos ouvir Ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e desembarcadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Este é o tema que tem tido maior repercussão nos corredores do TRC. Precisamos entender a legislação para cumpri-la e assim podermos sobreviver.

No começo deste mês de agosto, a NTC promoveu em Bento Gonçalves na Intersindical, um debate aberto a todas as lideranças organizadas do TRC brasileiro de onde saiu as principais alterações a serem feitas na CLT. Vejo que este é o caminho, reunir os empregadores em suas bases, procurar os Sindicatos para fazer consenso, consolidar o entendimento nas Federações, sempre com a coordenação da NTC, para levarmos para a CNT.

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) na pessoa do Presidente Clésio Andrade, nunca nos negou apoio quando levamos de forma organizada reivindicações institucionais, que visam melhorar o transporte no Brasil, cumprindo fielmente seu papel. É preciso compreender que a CNT representa todo o transporte, não podendo se dedicar a atender reivindicações específicas de um empresário.

Na reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) devemos buscar o que é de interesse comum da sociedade, deixando para outros meios como portarias, ou mesmo CCT o que é mais específico para cada setor.

Considero como fundamental na reforma, a permissão da terceirização, a valorização das Convenções Coletivas do Trabalho (CCTs), para poder viabilizar a flexibilização nas especificidades de cada região e atividade, é certo que com limites, e a observância do principio constitucional da estrita legalidade pela justiça do trabalho, atualizando o conceito de hipossuficiência do trabalhador, hoje bem mais informado que em 1943.

Senhoras e senhores, muito obrigado pela atenção e tenhamos todos bom projeto das palestras e bons negócios nos stands de nossos patrocinadores.

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